Embreagem - Se estragar, só com reboque

 

O pedal da esquerda está duro ou trepidando durante a troca de marcha? O sensação é de que, ao acelerar, o carro não responde? Engatar qualquer marcha está se tornando tarefa impossível? É provável que seu carro esteja com problemas na embreagem, que é responsável por fazer a ligação do motor com o sistema de transmissão. Geralmente a embreagem é bastante confiável, mas, quando estraga, deixa o dono do veículo literalmente na mão, esperando o reboque.



Sinais claros

É raro que a embreagem estrague sem antes dar sinais claros de seu fim. Quando está desgastada, o carro vibra muito durante as trocas de marcha, o pedal esquerdo fica duro, o engate da alavanca fica mais difícil e pode haver cheiro de queimado. “Se a pessoa detectar essas características, precisa procurar uma oficina urgentemente. Se estragar, o carro só sai do lugar com a ajuda do reboque”, alerta o gerente da oficina Rodasa, Renato Geraldo Dias.

Vida útil variável

A média de vida da embreagem é de cerca de 80 mil quilômetros, mas varia bruscamente conforme a maneira em que é usado pelo motorista. Há quem chegue sem problemas aos 100 mil e existem aqueles que conseguem roer' o componente em poucos meses. “Tem gente que chega com a embreagem desgastada com apenas 4 mil quilômetros de uso”, explica Dias.



Troca

A embreagem convencional é composta por três peças: chapa de embreagem, disco e anel. Não existe troca em separado. O gerente da Rodasa não recomenda em nenhum caso o uso de peças usadas ou sequer recondicionadas. “É um tipo de peça que não dá para saber qual é o seu estado real. Não dá para saber se há danos ou desgastes invisíveis a olho nu. A peça nova é mais garantida e dura mais”, afirma.

Preços e tempo

O preço da troca pode assustar os incautos. A mão-de-obra para veículos nacionais fica entre R$ 150 e R$ 250. O preço do kit da embreagem varia entre R$ 260 e R$ 380 para carros brasileiros. Para os importados, o valor dispara: a compra do componente pode variar de R$ 750 e R$ 2,4 mil, dependendo do modelo. O serviço de instalação também sai mais caro. Um preço tão salgado é um incentivo a mais para fazer uso equilibrado da embreagem.



Bom uso

Há inúmeras dicas para conservar a embreagem. A mais importante é usar o pedal de embreagem apenas para a troca de marchas. Nada de descansar o pé esquerdo enquanto dirige. O certo é colocar o pé ao lado, na saliência sobre a caixa de roda. Ao parar no sinal, é preciso colocar o carro em ponto morto e deixar livre o pedal da embreagem. Só engate a primeira quando a luz verde se acender. A arrancada deve ser dada sem ‘trancos', ou seja, de maneira suave.

Subida

A ansiedade ao parar na subida deve ser esquecida. Fazer controle de embreagem, como se aprende na auto-escola, esperando a hora de seguir caminho, só desgasta mais o componente. O procedimento é o mesmo que o usado na reta: ponha o carro em ponto morto e tire o pé do pedal. Se ficar mais confortável, puxe o freio de mão, e libere-o quando for arrancar o carro.

Hidráulica

Nos casos em que o carro tem embreagem hidráulica, o dono deve verificar com certa periodicidade se não há vazamento no cilindro do sistema. O nível do fluido deve ser checado a cada 5 mil quilômetros.

Fonte: http://www.netrodas.com.br/