Não é uma cena muito rara, principalmente em Belo Horizonte, onde o relevo é bastante acidentado: o motorista estaciona o carro numa descida forte, demora alguns minutos e, quando volta, encontra um verdadeiro tumulto e o veículo com a frente toda arrebentada porque bateu em outro, num muro ou num poste. Na maioria das vezes, isto ocorre porque o motorista não pôs muita força ao acionar a alavanca do freio de estacionamento e não engatou a primeira marcha.

Mas qual seria a explicação técnica para isso? O fenômeno ocorre mais com carros que tenham freios a disco na traseira. Como o veículo deve ter rodado muito, e o motorista acionado diversas vezes os freios, as pastilhas, que estavam em contato com o disco, se aqueceram e dilataram. Quando esfriaram, elas voltaram às dimensões originais e, caso o motorista não tenha puxado com força o freio de estacionamento ou não tenha engatado a primeira marcha, a pastilha vai perder o contato com o disco e o carro vai descer ladeira abaixo. Por isso, o motorista deve puxar a alavanca com bastante força.
Mas também acontece porque o freio de estacionamento está desregulado. O componente deve ser regulado sempre que a alavanca estiver muito alta. A altura varia de acordo com o modelo do carro, podendo haver diferenças de 2 ou 3 cliques. Deve-se respeitar as características de cada veículo para evitar que esta regulagem afete o desempenho do freio, ou seja, que não segure corretamente o carro numa descida, mesmo que o condutor coloque toda a sua força na alavanca.
Pneu
Para ajudar a evitar acidentes, o motorista pode virar o pneu para o meio-fio e apoiá-lo. Isso vai segurar o veículo no caso do freio de mão falhar. Mas é preciso tomar alguns cuidados para não danificar o pneu. A dica é que somente a banda de rodagem fique apoiada no meio-feio, pois ela tem resistência suficiente para segurar todo o peso do veículo sem sofrer danos. O problema é a lateral do pneu, que é mais frágil e pode ser atingida (cortada) por uma ponta do meio-fio durante a manobra de estacionamento, e isso causaria um dano irremediável. Levando em conta que se deve trocar sempre os dois pneus do mesmo eixo, o prejuízo é enorme.
O recurso de engatar a primeira marcha também é recomendável, pois ajuda a segurar o veículo caso o freio de mão falhe. Mas essa medida não é recomendável para carros com alta quilometragem rodada, cujos motores estejam com pouca compressão. A explicação é que, no caso de falha do freio, o veículo estaria seguro pela compressão do motor. Se ela estiver comprometida, o peso do carro vai conseguir girar as rodas e ele vai descer a ladeira. Para evitar problemas, o melhor é manter sempre o freio de mão regulado.
Fonte: http://www.netrodas.com.br/
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