
Recuperar rodas é uma prática muito comum e ao mesmo tempo muito arriscada. Muitas vezes, o motorista não se dá conta, porque o processo de recuperação deixa a roda bonita e limpa, como se fosse nova, escondendo defeitos que podem provocar graves acidentes.
Buracos
Estas pragas que infestam as estradas brasileiras são as principais responsáveis por danos em rodas. O impacto em um buraco pode causar os mais diversos tipos de danos: trincas, amassados e até a quebra total.
Barato perigoso
O preço médio de um conjunto de rodas de liga leve gira em torno dos R$ 950, enquanto quatro rodas recuperadas saem por cerca de R$ 220. A diferença é sedutora, mas as conseqüências podem ser imprevisíveis. Já imaginou ter uma roda quebrada quando estiver a 100 km/h?
Recuperadores
As empresas que trabalham com recuperação de rodas se defendem, alegando que fazem um serviço perfeito, mas os fabricantes garantem que eles não têm equipamento necessário para garantir que a roda tenha o mesmo nível de segurança que tinha antes da avaria.
Sem rigor técnico
Mesmo considerando o interesse dos fabricantes em vender rodas novas, é muito difícil para as empresas que recuperam rodas saberem exatamente a extensão de um amassado, de um empeno, ou mesmo de um simples arranhado, e garantirem que esta roda vai suportar o mesmo esforço que uma nova. O que geralmente eles fazem é usar uma solda para refazer as partes trincadas ou quebradas e usinar (tornear) a roda para eliminar sobras de material, que ficam principalmente nos aros.
Soldando o perigo
Os que fazem o serviço com mais rigor técnico preenchem a falha com solda de alumínio (ou esquenta o local com um maçarico e desamassa-o a pancadas), usam um torno para retirar o excesso de solda e dão o acabamento com lixa fina e esmalte de proteção. De acordo com os fabricantes, esse procedimento pode tornar a roda mais fina, fraca e assim mais vulnerável a novas fissuras. Eles também alegam que se a usinagem for excessiva elas pode tornar o aro muito fino e mais suscetível a danos.
Bonitinha, mas...
Um dos problemas mais graves é que a roda fica ‘bonitinha', mas pode ter uma perigosíssima fissura interna que só se detecta por meio de um sofisticado aparelho de raio x ou ultra-som. Se o esmalte de proteção for removido ou danificado, expõe-se a roda à uma corrosão acelerada. O resultado parece bom esteticamente, mas revela-se perigoso em um novo impacto, mesmo que pequeno. Mais frágil, a roda pode partir-se e provocar a perda de toda a pressão do pneu, fazendo com que o motorista perca o controle da direção.
Composição
Outro fator de insegurança alegado pelos fabricantes é que os recuperadores não conseguem reproduzir na solda a mesma composição química empregada por eles nas rodas novas, pois ela varia conforme a marca e é mantida em segredo pelos fabricantes. Esta diferença pode fazer com que a solda se desprenda em um impacto, provocando o esvaziamento do pneu, sendo que a roda quebrada poderá cortá-lo com suas bordas afiadas. Dependendo da velocidade, é acidente na certa!
Fonte: http://www.netrodas.com.br/
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